Eis um trecho maravilhoso, pescado pelo meu inteligentíssimo amigo Alessandro Martins, aquele-que-faz-auto-cócegas, do livro A Alma Imoral, de Nilton Bonder:
Nos comentários rabínicos, um pequeno “ato falho” tem interpretação interessante. Quando Moisés se aproxima do faraó para pedir-lhe que liberte seu povo, o faraó do Egito faz um desafio: “Mostre-me algo que te surpreenda.” Os rabinos logo perguntam: “Não deveria ser: ‘Mostre-me algo com que eu me surpreenda’?” E logo respondem, esclarecendo que o faraó era homem muito esperto e vivido e que sua pergunta era correta. Se Moisés é alguém que deve ser respeitado, tem de mostrar que é alguém que se surpreende, e não alguém que surpreende os outros.
Surpreender-se é, na realidade, a maior prova de poder de um ser humano. Surpreender os outros é fazer uso de nossos truques já dominados; surpreender a si mesmo é ser um mago diante daquele que nos julgávamos ser.
O herói do corpo é aquele que surpreende os outros e os seduz. Seus poderes são fazer uso do passado e de suas mágicas (...)
Surpreenda-se mais em: http://livroseafins.com/surpreenda-a-si-mesmo/
"Só evoluímos quando traímos a nós mesmos"
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011 | Postado por Rômulo Justa às 06:06 0 comentários
Não há civilidade e humanismo sem respeito aos animais

Meu filhote :D
Nenhuma civilização será desenvolvida o suficiente se não respeitar integralmente os animais. Todos eles.
Já podemos vislumbrar isso nos dias atuais. Em geral, as metrópoles mais cosmopolitas, ricas e desenvolvidas, são vanguardeiras em iniciativas para a proteção e valorização de animais domésticos e selvagens.
Crimes como os recentemente perpetrados contra animais indefesos (como o caso Lobo) são completamente inadmissíveis sob qualquer ponto de vista. Não consigo imaginar alguém que arrasta por quilômetros um cachorro preso ao seu carro só por diversão educar bem uma criança. Você imagina?
Não consigo sequer tolerar a anuência dada a atos de barbárie como os sacrifícios rituais em que se tortura animais com fins religiosos. Nenhum desculpa antropológica apaga o fato de que hoje temos esclarecimento e sensibilidade para prescindir destas chacinas.
O canibalismo é um ato ritual típico de algumas regiões, nem por isso cogita-se tolerá-lo entre nós, nem a clitoridectomia. Se algum sociólogo ou antropólogo relativista ofender-se e levantar sua cabeçorra nadando em livros para reclamar, peçam logo para ele comprar uma passagem e se mudar para alguma aldeia canibal que apeteça ao seu gosto... ou ao do canibal!
Não se trata de um ritual simbólico? Na semiologia simbólica, o mais importante é o próprio símbolo, que é abstrato, qualquer coisa pode representar o significado em jogo, qualquer coisa, sem ser necessariamente um animal esfolado ou estropiado vivo.
A civilização como temos só existe devido aos animais, quer seja nas antigas aldeias agropastoris, seja nas megalópoles de hoje. É inquestionável que o convívio e a domesticação de animais alterou a subjetividade humana... para melhor.
E sabemos que, do ponto de vista ecológico, a extinção de uma única raça de inseto (sim, eu disse inseto!) pode gerar uma crise sistêmica de desequilíbrio capaz de extinguir um ecossistema inteiro! Já se o homo sapiens sapiens (?) for extinto... bem, é certo que inúmeros ecossistemas seriam preservados e salvos da extinção instantânea.
Portanto, amigos cujos corações já foram tocados pela causa do respeito integral aos animais, unam-se comigo, não vou medir esforços para proteger e valorizar os não-humanos de atos de barbárie irracional.
Quem sabe, assim, eles nos ensinam um pouco sobre humanidade...
sábado, 10 de dezembro de 2011 | Postado por Rômulo Justa às 18:17 0 comentários
A real natureza do conhecimento

Já perceberam uma coisa curiosa? Quanto mais estudamos e conhecemos um assunto, em geral, mais sentimos a necessidade de falar sobre este ou comunicá-lo a alguém, seja num papo descontraído com amigos, na atmosfera acadêmica de um congresso e afins.
Para alguns, o volume de informações e/ou conhecimento adquirido é tão grande que acabam por fazer da transmissão do conhecimento o seu ofício. Os professores formam a parcela da humanidade que mais presentifica a curiosa natureza do conhecimento: sua transmissão e difusão.
Sim, ao contrário do que muitos pensam, o conhecimento não se perdura realmente no momento em que está cristalizado em livros ou bytes, mas tão somente no instante em que ele é trasmitido a outrem.
Vendo agora, parece lógico: a vida é evolução, o conhecimento também evolui e se transforma, mas para que isto aconteça precisamos constantemente reservar um espaço livre e ocioso em nossos crânios pensantes comumente atulhados de ideias e pensamentos redudantes.
Quando ensinamos e transmitimos o conhecimento, garantimos sua existência através da propagação, cumprida esta missão, abrem-se vagas neurais para novos conhecimentos.
Por isso aquele que ensina, na verdade, aprende duas vezes mais!! Isto em qualquer matéria, em qualquer situação!
Stephen Covey, um desses gurus da administração contemporâneo, falou algo realmente interessante: diz ele que, tão logo aprendamos algo novo, dentro de dois minutos já deveríamos ensinar o aprendido a outrem, como forma de fixar ainda mais o conhecimento em nós.
Faz muito sentido!!
Portanto, descobriu a pólvora, calculou a quadratura do círculo ao algo genialmente semelhante? Vá por mim, não guarde o conhecimento para si, é a pior ação a ser feita, só irá provocar o definhamento do conhecimento. Se sua natureza é a disseminação, espalhe-o, viralize-o, o maior beneficiado será você mesmo!
Postado por Rômulo Justa às 18:04 0 comentários
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