
Seria aumentar a memória RAM do cérebro? :)
Aí está um tema que foi malversado pelo surto hippie-psicodélico dos anos 60s e 70s.
Nesta época, um montão de curiosos e estudiosos, a maioria, creio eu, com boas intenções, deslumbrou-se com a atmosfera de descoberta e contestação e embarcou numa barafunda de estudos em que entravam drogas psicodélicas, new age, filosofia oriental etc., tudo em nome de uma ansiada "expansão da consciência".
A sequela é sensível até hoje se tocamos no assunto: parece que iremos citar uma série de descalabros místico-religiosos ou sacar algum fumo exótico do oriente..., mas não é nada disso :)
A consciência é o atributo do vivente responsável pelo conhecimento e pela ação focada, dirigida. Como um músculo, pode ser exercitada e expandida. Quando aplicamos consciência em qualquer coisa que façamos, é certo que a faremos melhor. Sempre.
Além disso, ao expandir a consciência, aumenta-se, sobretudo, a quantidade e a qualidade de opções ao seu dispor. Não ficamos fadados a viver trancafiados em nossos horizontes limitados, pois ao expandir a consciência abarcamos sempre mais pontos de vista sem tentar julgá-los ou reduzí-los aos nossos. Consciência é condição de civilidade.
Então quer expandir a consciência? Meditação auxilia sim, bem como as técnicas respiratórias, as técnicas corporais, o estudo de filosofias que tenham tal proposta etc.
Mas de que adianta um consciência corporal paranormal, uma concentração transcendental, se você não conhece e exerce seus direitos de cidadão? Você conhece a fundo seus direitos como consumidor, empresário, trabalhador... conhece?
Sabe utilizar seu dinheiro, organizar suas depesas, fazer bom uso de aplicações e investimentos? Pois é, isto também é expandir a consciência :)
A expansão da consciência é uma fenômeno prático que transforma sua vida e das pessoas ao seu redor, vale a pena buscá-la e exercitá-la com afinco e disciplina, sem misticismos de qualquer espécie.
Medite, pratique Yôga, estude filosofia... e vá fazer um curso de gestão financeira ou de boas maneiras.
Os anos 60s já se foram :)
Afinal, o que é expansão da consciência?
quarta-feira, 23 de novembro de 2011 | Postado por Rômulo Justa às 15:54 0 comentários
O antitelejornal

Nós, homo sapiens sapiens, somos bichinhos emotivos. Há quem prefira acreditar que a racionalidade é o que nos diferencia dos demais animais. Pois bem, não discorde, senão eles choram e fazem biquinho...
Calha que as emoções são super contagiosas, um vírus intangível. Talvez porque apelem a um nível subcortical do cérebro que é anterior a nossa contraparte racional. Atacam-nos e, quando menos nos damos conta, já estamos dançando no seu ritmo.
Pois bem, sabendo disso, continuo sem entender como diabos alguns restaurantes ligam televisões em telejornais no momento do almoço.
Perceberam como é estruturado um telejornal? Somente hecatombes, desastres e falcatruas, como se realmente estas fossem as únicas notícias dignas de nota em todo o planeta.
Como fica a cabeça e o coração dos fiéis telespectadores que se prostram diante dessa procissão? Mal se dão conta de que estão sendo contagiados por aquele mesmo vírus letal e intangível que deixa seus papos de fim de tarde uma verdadeira manchete policial. Não teríamos coisa melhor para conversar a respeito?
Eu não assisto jornal. Continuo muito bem informado, para ciência de todos.
Ao afirmar isso, alguns dizem: mas você é um alienado! Ao que me consta, alienados são aqueles que se atém a uma única visão de mundo, achando todas as outras fantasiosas ou impróprias. Entendo quem queira fazer de seu dia-a-dia um capítulo de novela das nove, só não peça para fazer igual, pois sou um antitelejornal por excelência :)
Mas alguns parecem não entender e insistem com a pecha de alienado... daí não ligo mais, viro as costas e dou tchauzinho a tempo de vê-los subir na sua nave-mãe a partir para algum planeta tão-tão distante.
Ou para algum jornal do meio-dia.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011 | Postado por Rômulo Justa às 08:55 1 comentários
O que você fez pela sua liberdade hoje?

Liberté
Responda rápido.
Alguns não sabem sequer o que fazer, como fazer, apenas sentem que precisam fazer algo em prol de sua liberdade, condição sine qua non para a felicidade.
O fato é que nunca deveríamos nos apartar daquilo que podemos. Isto é um crime hediondo. Pior ainda é desconhecer que sempre podemos ainda um pouco mais.
Muitas coisas contribuem para o cerceamento da liberdade, mas a maioria delas se resume a grilhões que nós mesmo implantamos para cumprir expectativas alheias. Esta deseducação é meticulosamente incutida ao longo de nosso processo civilizatório.
Mas o fato é que a real natureza humana é a liberdade, para além de qualquer condicionamento. É isto que nos ensina boa parte das filosofias, sobretudo as de cunho mais prático, em especial as de tradição hindu.
A liberdade viceja no íntimo dos seres, à espreita de qualquer desculpa ou pretexto para se manifestar. É preciso um esforço horrendo para bloqueá-la!! Sim, dá muito trabalho ser escravo... viver com mediocridade é um laborioso ofício para uma vida inteira!
O que bloqueia em si aquela sensação gostosa de poder, de novidade, de vigor?
Responda isso e faça alguma coisa por sua liberdade, agora!
quarta-feira, 9 de novembro de 2011 | Postado por Rômulo Justa às 06:38 2 comentários
Isto é uma opinião, um conselho, uma recomendação ou uma ordem?

A comunicação humana é uma fonte prolífica de mal-entendidos. Chacrinha dizia: "quem não se comunica, se trumbica". Pois bem, velho guerreiro, na minha opinião, quem se comunica já está trumbicado...
Mas vamos tentar melhorar o cenário diferenciando quatro categorias de comunicação: a opinião, o conselho, a recomendação e a ordem.
Opinião é um ponto de vista comunicado por pessoas iguais a você em direito, prerrogativas e hierarquia. Isto é, trata-se de uma percepção pessoal que pode ou não lhe ajudar, mas você, em momento algum, é forçado a acatá-la.
Conselho também é uma opinião, mas cuja intenção é fazer com que você a aplique concretamente e colha os resultados esperados. Mais uma vez, nada de obrigatório nisto.
Já a recomendação, em geral, parte de uma hierarquia maior que a sua e é de bom tom que você, pelo menos, a leve em consideração, pois espera-se que esta hierarquia saiba o que está pedindo e orientando e saiba mais do que você. Caso ela não saiba e não queira aceitar isto de maneira profissional e civilizada, entramos na última categoria que é...
A ordem: ou você faz... ou você faz. Não precisa mais explicar.
Então considere isso: antes de realizar uma nova empreitada, um projeto, uma ação, você pode e deve colher conselhos e opiniões, mas não é, em momento algum, obrigado a aplicá-las. Não tema cara feia, biquinho de choro, cada um tem a sua opinião e isso é bom, mas para por aí.
Se uma recomendação é justa e perfeita, execute-a, se não lhe cheira bem, é a sua vez de emitir opiniões e/ou conselhos, sabendo, contudo, que elas são, simplesmente, mais um ponto de vista...
E ao receber uma ordem... bem, execute-a ou troque de emprego/família/cônjuge etc... ontem!
terça-feira, 1 de novembro de 2011 | Postado por Rômulo Justa às 09:48 0 comentários
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