Não tenha pressa, tenha prazo.
Continuando nosso papo sobre pressa, ritmo, tempo e afins, falemos sobre prazo.
Lembram dos mindtricks, truques a que a mente recorre para atingir determinados fins? O estabelecimento de prazo é um poderosíssimo mindtrick, essencial para nossa saúde mental.
Uma das sensações mais excruciantes ao ser humano é a da não-passagem do tempo. Nos campos de concentração, os galpões humanos não tinham relógios e eram vedados à luz solar, na tentativa de isolar os prisioneiros de qualquer referência
a mudanças temporais.
Nestes momentos inumanos, as esperanças mais insólitas vinham à tona, por mais absurdas que fossem, os prisioneiros tinham que se ater a uma utopia que acenasse com um fim aos seus tormentos.
Aplicado ao nosso cotidiano, este mindtrick de cavucar prazos para tudo está na ânsia do empregado pelo fim do expediente, na agonia do estudante pelo fim do semestre, na vontade de que o ano acabe (para se iniciar um novo) etc. É a sensação
redentora de que haverá um fim (e um começo).
Um uso mais consciente deste mindtrick implica eleger prazos realistas aos nossos intentos. Implica, também, ter como hábito a criação de planos para o futuro próximo e distante, descolando-nos, momentaneamente, da vivência do presente.
Em momentos em que nada parece estar caminhando, tudo para, a sensação íntima de termos a liberdade de terminar e começar nos injeta uma torrente de ânimo e energia. É capaz até de nos fazer tolerar algumas intémperies com mais fibra só porque sabemos que ela, enfim, irá terminar.
Além disso, é um antídoto à pressa, pois o prazo está lá, acenando, imponente: para que acelerar sem necessidade ou se desesperar?
Combinamos então?
Não tenha pressa, tenha prazo!
Não tenha pressa, tenha prazo
segunda-feira, 29 de agosto de 2011 | Postado por Rômulo Justa às 08:30 0 comentários
A diferença entre ritmo e pressa
"é tarde, muito tarde..."
Às segundas e quartas-feiras acordo às 4 da manhã, pois dou aula às 6 da matina. Deu para perceber que não gosto de fazer nada com pressa?
Então certo dia acordei numa quarta-feira às 5h25.
O que se seguiu daí foi um dos maiores aprendizados que tive nos meus últimos anos.
Após os segundos iniciais de raiva e revolta, repassei em meio minuto tudo o que deveria fazer até pular para dentro do carro e me dirigir à Escola; ações que me tomariam em geral 40 minutos, levei 5 minutos para concluir. E isto sem gera estresse desnecessário!
Daí, quando a poeira baixou, percebi:
O tempo é um hábito!!!
Sim, o tempo não algo externo que nos acontece, mas sim o produto dos nossos hábitos, são eles que produzem o tempo!!!
Daí a conclusão lógica que diferencia ritmo e agilidade de pressa, conceitos comumente confundidos, sobretudo, no meio organizacional.
Ritmo é quando aceleramos para chegar mais rápido a um objetivo, sem atropelar processos ou pessoas (nem a nós mesmos). É fruto da disciplina (eu já sabia o que fazer em cinco minutos..., fazia todo dia) e da sinergia, seu produto, inevitavelmente, é a realização.
A pressa é quando aceleramos pela mesma razão, mas atropelando tudo, processos e pessoas. É fruto da indisciplina e falta de conhecimento e seu produto é o estresse e o cansaço, que não são sinônimos de trabalho, são sinônimos de que não se sabe trabalhar...
Além disso, ritmo e pressa são estados subjetivos.
O ritmo vem de uma decisão focada, impetuosa, com conhecimento de causa.
A pressa vem da dispersão, da insegurança e da insensibilidade geral.
Então da próxima vez em que precisar se apressar, lembre disso:
o tempo é um hábito!
E dite o seu ritmo :)
domingo, 21 de agosto de 2011 | Postado por Rômulo Justa às 16:02 0 comentários
Você se dá bem com todo mundo?
Aconteceu da última vez que estive em São Paulo. Uma querida amiga minha perguntou:
"Então Rômulo, você não se dá bem com fulano, não é?"
Achei a pergunta bem interessante... De fato, minha relação com a pessoa em questão era um tanto espinhosa e acidentada, mas não sentia que, de fato, estivesse indisposto para me relacionar de alguma maneira com ela.
E a razão é bem simples, veio-me como um relâmpago alguns dias depois: é muito importante você se dar bem com o máximo de pessoas que conseguir, de algum modo. Senão pensemos...
Qual é o oposto de se dar bem?
Pois é... se dar mal!!
E como bem diria o prof. DeRose: "quem não serve para amigo, não serve para inimigo".
Quanto tempo gastamos ruminando rancores, raivas, planos malignos e astutos para prejudicar alguém, quando na verdade uma simples cordialidade distante resolveria? Sem afetações, nem chiliques?
Não quero dizer que devamos agradar a todos, o que é impossível e uma chatice só, mas há uma profunda diferença entre desagradar e ser desagradável.
Repito:
Uma coisa é desagradar, outra é ser desagradável.
Promova atos gentis, cultive uma distância saudável, polida, daqueles com quem você tem uma incompatibilidade irredutível, sem esperar reciprocidade. Não se esforce por conviver mais com eles, aplique uma distância inteligente, sem hostilidade.
E vá cuidar de coisas mais importantes :)
segunda-feira, 8 de agosto de 2011 | Postado por Rômulo Justa às 16:52 0 comentários
Marcadores: cotidiano, qualidade de vida, ética
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