Viajar... com Método!



Foto pós-curso com o DeRose na Unidade Asa Norte-DF


É preciso ler muito e viajar bastante para esgarçar os antolhos que espremem a nossa inteligência. (DeRose)

Esse é um texto sobre viagens e sua importância na Cultura do Método DeRose. Se você ainda pensa que o Método se resume ao que aprende ou ensina em aula, por mais maravilhoso que isto seja, esse texto intenta lhe acordar para algo maior; se você já é um frequentador assíduo de festivais e eventos all around the world, essas linhas talvez lhe recorde momentos inesquecíveis, memoráveis, uma bagagem de sorrisos, descobertas, conhecimento...

Um passo a frente e já não se está no mesmo lugar. Imagine, então, o que é estar milhares de quilômetros distantes do seu lugar, sua casa, sua cidade e, por consequência, de seus hábitos, costumes, de seu cotidiano.

Um choque benéfico assalta suas certezas e desfaz convicções outrora tão arraigadas, não para abandoná-lo num limbo de dúvidas, mas para arrastá-lo a um local mais alto em sua consciência, ribanceira acima, onde você aprecia novas paisagens, mais sábio. Do topo, tudo é mais claro, mais nítido...

É esta a sensação que temos quando viajamos: acontece um salto em nosso conhecimento do mundo, das pessoas. Na Cultura do Método DeRose, este salto é ainda mais intenso, um voo livre, pois travamos contato com pessoas que valorizam exatamente isso: a amizade como veículo de conhecimento, o movimento, a mudança benéfica. Como disse certa vez, no blog do DeRose, a Prof.ª Anahí Flores, viajar torna-se um “curso intensivo” de mundo.



Com os amigos queridos Felipe Fontenele(CE), Rafa Ramos(SP), Aurora Milanez(DF)e Tainá Soares (DF)

Muitos um dia sonharam com uma fraternidade mundial sem muros ou fronteiras, em que pessoas partiriam e seriam acolhidas em qualquer quinhão do planeta, com carinho e disponibilidade. As fronteiras ainda estão aí, mas o acolhimento fraternal, o companheirismo gostoso, este já é real e está ao alcance de todos aqueles que simpatizam com nossa Cultura de integração e União.

É preciso experimentar para saber do que falo. É necessário chegar de uma longa viagem de avião, cheia de conexões surreais e ser acolhido, numa cidade que você nunca visitou, por alguém que você pouco conhece, a não ser pela medalhinha cintilante que traz ao pescoço: “Ah, finalmente um ÔM no meio dessa confusão!”. Essa pessoa largou seus afazeres para lhe receber com um abraço, te pegar pela mão e apresentar aos amigos (ah, mais medalhinhas cintilantes! E insígnias!). Depois todos se juntam para fazer uma comidinha quentinha e conversar filosofias e asneiras. A milhares de quilômetros de sua casa, de repente, você encontra um lar!


Caminhando pelo mundo com amigos


Entre conversas, risos e práticas, você percebe sotaques tão diferentes, modos de ser tão diversos; e se dá conta de que está vocalizando um mantra numa língua antiquíssima com metade dos Estados brasileiros e vários países do planeta! Todos eles, sem exceção, sabem o que você está fazendo, olham e lhe segredam: “uau! é assim também contigo, a milhares de quilômetros? A um oceano, a um continente de distância? Você também sente o que eu sinto?”. Nesta hora, sem nada dizer, os olhares confirmam: você está em família.

Ser cidadão do mundo, ampliar sua concepção de família para além do estrito espaço domiciliar, isto também é expansão da consciência, em última instância, a meta de nossa Cultura.

Zarpe, caia no mundo, na estrada, participe das dúzias de festivais, cursos e eventos que Nossa Cultura organiza em tantos Estados do país e até em outros países e continentes. Aproprie-se daquilo que lhe é oferecido e que é tão raro no mundo contemporâneo: uma família sem muros, uma casa sem fronteira onde, por mais longe que estiver, ainda se sentirá em casa...

Viaje, conheça, expanda! Isto também é Método DeRose!

O que pode o corpo?


Em homenagem ao Mestre Edgardo Caramella

A interrogação nos foi feita pelo grande filósofo Baruch de Spinoza (1632 – 1677), ainda no séc. XVII: Afinal, o que pode o corpo?

Ainda hoje a resposta a esta questão é uma evasiva: nunca deixamos de nos surpreender pelas potências insondáveis do corpo. E olha que na época do filósofo holandês ainda não existia Cirque du Soleil, Michael Phelps ou Usain Bolt! Não existia doping também, mas isso não invalida nossa renovada surpresa :)

Este enigma, nós o vivemos em nossa própria vida. Quando criança você dava cambalhota? Subia em árvore? Plantava bananeira? Se metia nas maiores aventura corporais, sem medo algum, e no final ainda dava certo? Pois é, mas e agora, crescidinho como você está, ainda consegue fazer todas essas peripécias?

Se você foi honesto e disse não, não se preocupe, é só mais um para a estatística, também passei muito tempo nela. O fato é que alguma coisa parece se perder no domínio corporal enquanto crescemos, e essa “alguma coisa” é a resposta para a pergunta de Spinoza...

Por experiência própria, ao praticar o Método DeRose resgatamos uma espontaneidade e uma potência do corpo que só tínhamos em alguma época perdida de nossa infância. Logo nas primeiras práticas chega a ser até engraçado ver as carinhas das pessoas pensando: “uau, olha isso que eu fiz!”.

Com o tempo, o que reemerge é uma atitude de experimentação com corpo, suas potências, limitações, a partir de um desenvolvimento progressivo da consciência corporal, que por sua vez implica lucidez emocional, concentração mental, domínio da respiração e tantas outras facetas que uma Cultura integral como a nossa consegue trabalhar. Depois disso, o simples ato de ficar em pé é um manancial de aprendizado e aventura inigualável!

Para ilustrar, eis aqui um trecho do espetáculo do grupo SwáSthya de Bueno Aires. Ao ver estas técnicas corporais belíssimas não olhe com seus olhos de adulto responsável e cordato, olha com os olhos de um criança e pergunte brincando: afinal, o que pode meu corpo?