Você está preparado?




Então, quando é mesmo que você vai tomar aquela decisão que irá transformar a sua vida, realizar o seu sonho, deixar sua marca no mundo?

Quando você estiver preparado?

Pois bem, e quando estiver preparado, como saberá se de fato o está? Eis o problema, não tem como saber!! Não acende luz verde, nem mensagem de download concluído. Você só saberá se está preparado para fazer algo... quando fizer este algo!

Informe-se, instrua-se, cresça e planeje incessantemente, mas caia na real: nada, de fato, lhe prepara para a vertigem da realidade. Como falei em outro post: tão importante quanto acertar é errar da maneira certa.

Não utilize como desculpa para não fazer algo um possível despreparo, pois quando estiver preparado...

Já não vai sobrar nada para fazer

Não queira agradar todo mundo, mas pense em ser agradável com todos

Uma coisa é desagradar, outra é ser desagradável.

Desagradar é inevitável, até recomendável, pois o pior erro é querer agradar a todos. Isto lhe tornará infeliz, cativo da opinião do primeiro que discordar, por exemplo, da cor do seu cabelo.

Imagine um líder que não se disponha a desagradar. Que dê ouvidos e razão a cada conselho, opinião, ponderação que lhe chega. Ele simplesmente não agirá mais e, ao agir, é certo que desagradará a muitos. Bem, c`est la vie :)

Outra coisa é ser desagradável, usar de maneiras grosseiras e vis para ratificar um ponto de vista que, porventura, desagrade. Isto é falta de educação e civilidade.

Se você desagradou alguém com suas ações e opiniões, não piore o cenário espezinhando a pessoa ou dando pitis de sinhá melindrada, apenas aceite a discordância e prossiga com fidalguia. O mesmo deve acontecer se você for a parte em desagrado: nada de showzinho sentimental.

Desagrade sem ser desagradável, consegue?

Uma forma certeira de prever seu futuro!




Você é para alguém o que alguém será para você. Simples assim :)

Essa máxima é geralmente constatada após algumas décadas de vida e foi eternizada na calção de Belchior cantada por Elis Regina, Como nossos pais.



É mais fácil perceber esta reciprocidade universal, de fato, nas relações familiares e afetivas. Em famílias, por exemplo, já não me surpreendo ao ver meus colegas de adolescência, hoje pais, reclamarem de seus filhos pelos mesmos motivos que tiravam a paciência de seus progenitores. Os filhos são para eles o que eles foram para os pais, com possíveis nuances pouco significantes.

Em relacionamentos afetivos, não raro, o que causamos de bom ou de ruim algum (des)afortunado retorna praticamente na mesma moeda quando entramos em outro relacionamento. Parece combinado.

Mas podemos ir mais longe!

A maneira como você trata seu chefe, patrão, sócio ou afins é do mesmo matiz da maneira como será tratado por seus colaboradores quando for chefe, patrão, sócio ou afins.

A maneira como você se lida com subordinados, colaboradores e etc é a maneira que você será tratado como subordinado, colaborador etc.

Curioso esse fato, explica porque, de tempos em tempos, como fala o Belchior, flagramo-nos vivendo e pensando como nossos pais, nossos parceiros, nossos colegas de trabalhos, nossos superiores hierárquicos...

Portanto, se você alimenta essas relações com sentimentos pesados, nocivos e agressivos, não reclame do que colherá depois. Se, ao contrário, esses laços são diariamente cultivados numa tônica de alegria e empatia sinceras, não preciso de nenhuma máquina do tempo para ver o que lhe aguarda :)

Você é para alguém o que alguém será para você.

Ou, em outras palavras:

Um dia da pedra,

outro da vidraça.

Ok, somos todos zumbis, mas uns mais zumbis do que outros :)

Declaração de princípios zumbi



Quando eu era pequeno, viver era realmente uma aventura... daí eu cresci.

Na adolescência, chamavam-me de aborrescente e afirmaram que o que eu sentia passaria quando crescesse... e eu acreditei.

Disseram-me que o curso que eu queria não dava dinheiro e que o outro me daria mais sustento... e eu escutei.

Quando entrei no emprego, afirmaram que se tratava da melhor oportunidade, um salário razoável e uma aposentadoria estável... e eu assinei.

Meus colegas de trabalho saíam para encher a cara e falar mal da vida... e eu também falei.

Minha namorada dizia que um relacionamento era aquilo mesmo: um melodrama novelesco insosso... e eu casei.

Meu filho é tão chato quanto eu fui com os meus pais... e eu criei.

O dinheiro que ganhei, gastei com dívidas, bobagens e dispersão... e eu comprei.

Hoje eu sou um zumbi por inconsciente e irrefletida opção... hoje eu sei.

Somos todos zumbis!




"Compared to what we ought to be, we are only half - awake. We are making use of a small part of our physical and mental resources. Stating the thing broadly, the human individual thus lives far within his limits. He possesses power of various sorts, which he habitually fails to use" (William James)

Mr. James, decano da psicologia americana do começo do século passado, continua sumamente certo.

Comparado com o que podemos ser, com o que cada ser humano traz inoculado de potencialidades, vivemos cotidianamente um verdadeiro apocalipse zumbi!

Não sei de quem é a culpa, mas é fácil constatar a hecatombe dos mortos-vivos acontecendo bem ao seu lado... e com você!

Quantas pessoas já não acordam com cara de zumbi, na hora em que não desejam para se refestelar com um desjejum que odeiam, mas que repetem, pois sempre fizeram assim?

Entram no carro cuja prestação lhes dá tanta dor de cabeça para enfrentar um trânsito mal-humorado e sem educação a caminho das oito horas diárias de tortura que alguns chamam de emprego.

Na sala de tortura, atura ordens do chefezinho zumbi, papo-furado de outros zumbis assalariados, almoça no refeitório porque todo mundo faz igual, acaba o expediente e volta para casa para assistir televisão. Dorme e recomeça tudo outra vez...

E eu não entendia aquelas olheiras, aquele mau humor, aquela sanha funesta de reclamar da vida... são eles, os zumbis, estão por toda parte!!!

Em New York dia desses, encontraram um pobre senhor morto em sua baia de escritório, detalhe, ele já estava morto há cinco dias e os colegas de escritório sequer perceberam!!!



Apocalypse now!

Apocalipse Zumbi... right now!!!

"Só evoluímos quando traímos a nós mesmos"

Eis um trecho maravilhoso, pescado pelo meu inteligentíssimo amigo Alessandro Martins, aquele-que-faz-auto-cócegas, do livro A Alma Imoral, de Nilton Bonder:

Nos comentários rabínicos, um pequeno “ato falho” tem interpretação interessante. Quando Moisés se aproxima do faraó para pedir-lhe que liberte seu povo, o faraó do Egito faz um desafio: “Mostre-me algo que te surpreenda.” Os rabinos logo perguntam: “Não deveria ser: ‘Mostre-me algo com que eu me surpreenda’?” E logo respondem, esclarecendo que o faraó era homem muito esperto e vivido e que sua pergunta era correta. Se Moisés é alguém que deve ser respeitado, tem de mostrar que é alguém que se surpreende, e não alguém que surpreende os outros.

Surpreender-se é, na realidade, a maior prova de poder de um ser humano. Surpreender os outros é fazer uso de nossos truques já dominados; surpreender a si mesmo é ser um mago diante daquele que nos julgávamos ser.

O herói do corpo é aquele que surpreende os outros e os seduz. Seus poderes são fazer uso do passado e de suas mágicas (...)


Surpreenda-se mais em: http://livroseafins.com/surpreenda-a-si-mesmo/